O COI - Comitê Olípico Internacional - divulgou uma avaliação técnica do Rio de Janeiro e de outras quatro cidades que podem sediar as Olimpíadas de 2016. O relatório considerou positivos o apoio popular e a união dos quatros poderes -  os traficantes também já deram sinal verde. Só que em troca, os "comandos" reivindicam o apagar da pira olímpica; ato que eles prometem fazer em grande estilo: com granadas, morteiros e tiros de AR15.

Aqui está havendo a torcida mais velada pela derrota do Rio de Janeiro, dentre todas as concorrentes. É só observar ou ouvir o orgasmo dos “cronistas” esportivos paulistas quando falam das chances da capital fluminense(ôps!), carioca. Isso já vem desde a Rio ECO/92; continuou no PAN e na escolha da abertura da Copa 2014. Menos mal que recentemente São Paulo foi eleita a Capital Gay Mundial.

Stênio "Castanho" e Edmar "Caju"

 

OUVINDO VOZES - Neste livro o Dr. Edmar Oliveira, psiquiatra piauiense, diretor há uma década do Instituto Municipal Nise da Silveira ( o famoso Hospício do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro), apresenta as agruras de um serviço manicomial falido e as tentativas dos profissionais de saúde de tomarem para si a responsabilidade de cuidar de vidas esquecidas e maltratadas pela sociedade. Os personagens da obra são médicos, pacientes, enfermeiros, políticos e pessoas comuns que passaram ou ainda passam para trás dos muros que separam a anormalidade do pacato bairro do subúrbio carioca Engenho de Dentro.

Stênio Garcia fala da inspiração em Edmar: Oliveira para criar o Dr. Castanho da novela:  Completamente. A imagem do Castanho é toda inspirada no Edmar. Ele me permitiu praticamente "copiar" a imagem dele, as atitudes dele diante da vida. Esse lado mais solto do Castanho é todo dele. Falei para ele que não ia exatamente copiar, mas que queria fazer com que o personagem tivesse a mesma postura que ele diante das doenças. Ele acredita piamente na relação do terapeuta com o paciente, então acaba embarcando na loucura deles. Ele tem paixão por cuidar de pessoas "desorganizadas", como ele se refere aos pacientes”.

Esta é a pintura que Stênio Garcia ganhou de uma paciente do hospital psiquiátrico Nise da Silveira.

EDMAR OLIVEIRA é diretor do Instituto Municipal Nise da Silveira desde 2000. Nasceu em 1951, na cidade de Barreirinha, interior de Palmeirais, antiga Belém, às margens do Parnaíba, rio que faz a fronteira entre o Maranhão e o Piauí. Participou do movimento cultural da década de 1970 e foi colaborador da imprensa alternativa. Graduou-se em Medicina, em 1976. Neste mesmo ano, fez pós-graduação em Psiquiatria no Rio de Janeiro, onde fixou residência definitiva. Participa, desde 1980, da luta “antimanicomial.” Trabalhou na Colônia Juliano Moreira e, a seguir, foi para o Hospício do Engenho de Dentro. Participou da equipe de Assessoria em Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde (de 1983 a 1987). Em breve passagem pela Fundação Leão XIII, trabalhou com população de rua. Supervisionou o desmonte de uma clínica para deficientes mentais. No Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro, ocupou vários cargos de chefia. Sempre lidou com os excluídos. Mas é aos loucos, excluídos da razão, a quem dedica sua militância.

 

 

 

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