Rosane, então Collor, exibe uma bolsinha cheia de sei lá o que, com "design" de cachorrinho.

O brasiliense Paulo, zelador da Casa da Dinda (1990/92), após viver no Canadá e em Londres, hoje é cidadão australiano e mora em Genebra, na Suíça. Apontado pelo falante Eliberto como quem sabia mais coisas, sempre evitou a imprensa.

Visitando-me, aqui em Roma, ele rememora: eram sim assíduos frequentadores da Casa da Dinda, PC Farias, Luis Esteves e Paulo Otávio. A Casa tinha 10 empregados, fora os da Brazil Garden que cuidavam da cascata e dos jardins, de fazer inveja à rainha Semíramis, aquela que construiu os jardins suspensos da Babilônia.

Collor se comprazia em despistar a segurança da Presidência. O zelador tinha que deixar preparados, no final da tarde, a Ferrari, outros três carros, três motos, a lancha V-12 Volvo e as 8 bicicletas. Atleta, “macho com aquilo roxo”, como ele se definiu, o presidente tinha verdadeiro pânico se visse uma teia de aranha. Não era a aranha, só a teia. Quer entender? Consulte o Dr. Freud.

O ritual de abertura dos presentes da semana, faz supor medo de bomba. De longe ele olhava o mordomo e o zelador abrirem os pacotes e depois vinha examiná-los. O presidente nunca comia nada que viesse de fora e era sóbrio, na bebida: uma caipirosca no domingo à beira da piscina, um uísque antes da janta, e vinho na refeição. O zelador era também motorista do mordomo Berto e lia as notícias dos jornais, para três empregados analfabetos. Em alguns finais de semana, ele devia ir até Cristalina, onde Berto todo de branco e dizendo “esta Casa está muito carregada”, depositava nas belas cachoeiras, despachos com vela branca, maçãs, pêssegos e uvas-brancas.

Collor tratava muito bem os empregados, mas a madame Rosane era horrível. Quebrava por exibição, taças de cristal. Uma vez pressionou a camareira: “Você tem que dar conta de meu anel de brilhantes, de 50 mil cruzeiros!” Depois de angustiosa busca, telefonema de Maceió diz que ela esquecera ali o anel. “Me desculpe Dona Maria do Carmo”, disse a madame. Ela respondeu: “eu desculpo, mas peço agora as minhas contas!” Hoje, a Maria do Carmo mora em Jaçanaú, aí em Fortaleza.

 

Texto: Frei Hermínio Bezerra de Oliveira - Capuchinho

De Roma – Especial para o JENIPAPONEWS

Fotos da Rosane (desconhecido); dos coitadinhos, Portal Terra

 

Dodó Macedo

Ante aos sombrios resultados de sua gestão, dona Lina Vieira achou que havia encontrado o bode expiatório: o ‘prejuízo’ decorrente da (legal e legítima) mudança de regime contábil a cargo da Petrobras, somado aos efeitos da crise financeira mundial. Deu no que deu. De cara no chão, procurou outro bode: o ‘encontro’ com a ministra Dilma Rousseff, em dia e hora incertos e não sabidos. Deu no que deu (embora a grande mídia e os preclaros estadistas da República garantam que tem de dar outra coisa).

O fato é que Dona Lina e seus parceiros deram com os burros n’água (burros, e não bodes, que bodes, quem conhece a caatinga sabe, não combinam com água).

Mas, do saco em que hibernam a Ditabranda e a ficha DEOPS adulterada da ministra passa a constar o 'encontro', por mais incerto, não sabido, expiatório e fictício que seja. Vai ver, o propósito era esse.

 

Fotocharge: joão de Deus Netto

 

 

O senador Suplicy bem que tentou matar as cobras mafiosas da política brasileira, mostrando o pau, mas foi advertido por outro mafioso. Segundo o "capo de tutti capo" do futebol mundial, Joseph Blatter, o armamento é de uso exclusivo da Fifa e, ele, Blatter, é um democrata cristão católico convicto e sem nenhuma afinidade com agremiações de ideologia comunista.

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